F Tô falando Isa!: Crônicas
Mostrando postagens com marcador Crônicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas. Mostrar todas as postagens

26 dezembro 2014

7

Êxtase



Eu pensei em escrever mais um daqueles textos de ano novo retrospectivos, mas minha cabeça insistia. Eu tinha que falar de você. De certa forma, mesmo sem saber, talvez você tenha bastante a ver com isso tudo que a gente fala sobre o ano que vai embora.
Ano passado eu rabisquei algumas metas dias antes da virada. Eu nunca sei onde elas vão parar antes mesmo das férias de julho, mas dessa vez isso não fez tanta diferença assim. Os planos que a gente faz vão dando lugar à outros, algumas vezes sem intenção, o que foi o seu caso.
Acho que eu precisei me dar aqueles velhos conselhos ("tenha paciência, não ponha os pés pelas mãos, se você não tentar não tem como saber") pra entender que na verdade eu não precisava de nenhum deles. Eu não preciso me mediar. Não com você.
Eu queria alguém que me confortasse. E você me tira do eixo de um jeito estranho. Você é o contrário, o lado errado da história no qual eu resolvi me agarrar. Você é o frio na barriga, a ansiedade, as pernas bambas, a bipolaridade, os suspiros de fim de tarde. Tudo o que me inquieta, que me exita.
Você me deixa nervosa e aquela sensação de que o coração vai fugir do peito nunca me larga quando damos as mãos. Você tem todos aqueles defeitos que eu odeio e o teu sorriso é um chá docinho em um domingo chuvoso. 
Me deixe ser tudo isso em você também. A tua morada, o teu conforto. Me deixe te abraçar quando não houver mais ninguém e mexer no teu cabelo de um jeito que o mundo lá fora não exista pra nós. Me deixe te fazer conhecer coisas novas pra que a gente cresça junto. 
Eu abriria mão de muitas coisas por você, até de velhos costumes. 
Esse ano eu não tracei metas. Me deixe ser surpreendida pelo êxtase que me causa por que eu quero causar ele em você também. 


11 outubro 2014

13

Avesso


"Já é tarde de mais, desiste." dizia aquela vozinha interior, latejando em minha cabeça, quando eu pensei em dizer não ao pedido dele. Parece que foi ontem, uma conversa online totalmente maluca e na semana seguinte eu virei frequentadora do AP, mas não estava na lista dos bons amigos.
Foi tudo meio do avesso, tipo enredo de comédia romântica ao contrário. Tinha tudo pra dar errado, deu certo. Só que pra não tirar conclusões precipitadas vamos dizer que está dando.
Eu quero deixar bem claro que desde o início era algo que eu não cogitava premeditar. Eu queria distância de qualquer coisa que cheirasse à frio na barriga e ansiedade (daquelas especificas de paixonite), por que até onde eu lembro meus últimos textos não foram tão felizes... Mas, sempre tem um "mas" e nesse caso foi o carinha do AP. E é meio engraçado pensar que tô dando essa importância toda.
Eu finjo que não ligo sabe? Faz parte do meu jogo, mas eu não sei jogar muito bem. Então aqui estamos nós, eu e minha consciência que grita pra mim não fazer isso. "Não se apaixona, não se apaixona, não se apaixona"... Cruel. Não deu pra te ouvir querida, daqui do quarto dele você parece distante e sua voz só fica audível na beira do abismo, e eu estou longe dele.

28 setembro 2014

13

Eu tenho algo a dizer: Música boa é tudo aquilo que me faz sentir.


Eu cresci em meio a maravilhosas influencias musicais. Minha mãe, que sempre escultou bem alto Air Supply e Legião Urbana talvez seja a minha maior inspiração para o que eu carrego na minha playlist hoje. Meu pai coleciona vinis e meus tios se reúnem todo sábado para ouvir rock -desde Elvis e The Beatles até Iron Maiden.
Mesmo assim, quando criança, lembro de dançar É o Tchan (naquela época sem entender ao certo o duplo sentido envolvido nas letras e o tratamento direcionado à mulher que mais tarde eu viria a criticar). Mesmo assim, Ragatanga foi durante muito tempo a minha música favorita, trazendo-me até hoje um conjunto de boas lembranças.
Eu entrei para a adolescência carregada de todas aquelas coisas que me rodearam durante minha vida, eu amava Guns N'Roses mas não perdia um show daquelas bandas coloridas e meio emos que estouraram na época. Lembro de ouvir muitas críticas por isso, que me tornaram alvo de chacota entre os meninos na escola, da mesma forma como anos antes eles me zoavam por gostar de RBD.
Hoje eu esculto indie, folk, hard rock e tenho uma paixão inestimável por mpb. Todo mundo diz que eu tenho um bom gosto musical. E depois de tanto ouvir que é difícil alguém na minha idade ter um vinil de Chico Buarque na estante, e de tanto me ouvirem dissertar sobre o quanto música brasileira pode ser boa, me atribuíram o título de "maturidade musical".
Pensando um pouco sobre isso eu fiz um retrocesso sobre a complexidade de coisas que levam um som a ser considerado bom. Acabei lembrando de todas aquelas brigas em redes sociais-que eu sempre acompanhei apenas como telespectadora-em que todo mundo criticava um funkeiro por que o certo é gostar de rock. Na grande maioria dessas situações as pessoas de "bom gosto musical" sempre usavam os argumentos de que as letras de funk são pejorativas e que ninguém é obrigado a ouvir sexo explícito, mas não foi uma banda de rock consagrada que gravou os gemidos de uma moça pra por como plano de fundo junto à uma melodia? Eu não consigo pensar em algo mais explícito que isso. 
Eu nunca gostei de funk e, como feminista, sou contra qualquer meio de comunicação que faça da mulher objeto sexual apenas. Mas não sejamos hipócritas, ninguém em sã consciência iria a uma festa pra dançar ao som de Kid Abelha. É claro que nas baladinhas da vida que todo mundo frequenta as músicas são dançantes, assim como funk e forró, mas eu nunca ouvi ninguém reclamando de opressão quando toca Nick Minaj (ou por que é inglês e ninguém entende mesmo ou por pura ignorância).
Agora todo mundo paga pau de hipster,  todo mundo se acha no direito de se fechar no seu mundinho e achar que se virou moda não presta... Por que é claro que uma banda só é boa o suficiente se pouca gente ouvir ou se for tão antiga que ninguém pode contestar a sua genialidade.
Eu penso, que música boa pra mim pode não ser música boa pra você. É tão óbvio que chega a ser até clichê. E se "maturidade musical" for padronizar tudo o que eu tenho que ouvir, se martirizar por não poder gostar do que passa na rádio popular e ter que filtrar tudo o que passa pelos meus fones de ouvido eu não quero esse título.
Eu quero continuar a ouvir rock com meus tios aos sábados, mas também quero me dar o prazer de dançar Anitta sempre que achar necessário, por mera diversão. Por que depois de tudo isso eu descobri que quero ser madura musicalmente de um jeito que eu não me prive do direito de reconhecer que música boa é tudo aquilo que me faz sentir.

♥♥♥

08 junho 2014

8

E se não é paixão


E eu que sempre ressaltei que isso de ir e vir em relacionamentos já passados não dá certo acabei me vendo, se não vivendo, em contradição. Acho que todo caso é único, é verdade, mas a gente sempre tem aquela lei maior que rege toda situação: o bom senso.
Embora as vezes pareça difícil organizar todos aqueles sentimentos em algo que faça sentido todo mundo sempre espera que "a vizinha que vive voltando com o cara que não presta" acabe de vez com isso e que acabe de verdade dessa vez. Todo mundo vê que a guria está sofrendo, aí quem assiste o espetáculo da platéia se pergunta por que ela não faz logo o que tem de ser feito...
Esperar que os outros vivam suas vidas e tomem as decisões corretas sempre é mais fácil assim como a grama do vizinho sempre é mais verde.
Não que eu possa chamar isso entre eu e ele de relacionamento, é algo que passa meio longe da situação da vizinha, tudo sempre foi muito confuso e incerto mas uma coisa eu garanto: algo teve. Não dá pra negar. E eu passei a maior parte do meu tempo embaixo do chuveiro tentando descobrir o que.
Lembro quando tudo parecia terminado, mas aí isso já aconteceu várias vezes e sempre que eu volto a falar com ele as coisas parecem desajustadas de novo. "É o seguinte cara, não dá pra ser sua amiga desse jeito, mas eu também não consigo te largar e te deixar ir com tanta facilidade. Você ainda faz muita parte da minha vida e é isso."
Não é que eu esteja apaixonada, as borboletas no estômago já sumiram faz tempo, mas aquelas lembranças de milênios atrás ainda me assombram antes de dormir. Eu sinto de vez em quando que não poderia dar certo com outra pessoa além dele, mas também sindo de vez em quando que daria certo com qualquer um que não fosse ele.
Tem muita coisa que eu não tolero e também não tenho paciência, e nem tempo, pra tentar mudar ou aceitar numa boa. Assim como ele não daria um passo adiante. A verdade é que temos aqui apenas um lado da moeda...
Talvez isso pra ele nem faça tanta diferença, e as conversas sejam só conversas e esse fantasma -do relacionamento que nem começou pra acabar- não exista pra ele. Será que naqueles dez minutinhos que ele tem (todo mundo tem) com a cabeça no travesseiro antes de pegar no sono já foram meus recentemente? Me dá aflição e arrepio na espinha pensar que isso só acontece comigo.
Já estou bem grandinha pra chorar até dormir, eu não tenho mais quinze anos e meu cabelo tá diferente junto com a minha maturidade. Digamos que eu não mudaria mais por ninguém, tô feliz assim obrigada, e minha lista de relacionamentos e aprendizado está bem maior agora. Digamos que eu não deveria me preocupar tanto com isso, mas é que se tem uma coisa que me irrita é ter dúvidas. Sejam elas quais forem.
Eu me preocupo de mais e tenho disposição pra isso de menos. Não quero mais perder tempo com coisas incertas, eu quero aquilo que é concreto, que não é precipitado, que é de verdade. E ao mesmo tempo imagino como posso querer isso tudo se nada dentro de mim faz sentido.
E se não é paixão o que sinto, então o que é?

16 fevereiro 2014

11

Todas as coisas


Um sorriso, um abraço em tarde chuvosa, você sempre sentado no assento esquerdo. Eu te olhando arrumar o cabelo. Uma fotografia de nós dois e mais uma de uma coleção. Eu na sua blusa vermelha.
A gente brincando, a gente saindo, a gente e um beijo. Um beijo, dois, três...
Você me pedindo, eu aceitando. Mudança de status. Uma surpresa, um carinho e que vire amor. Planos, sonhos e mais sorrisos. Seus, meus, nossos.
Sentimento envolvido, loucuras, piadas sem graça, piadinhas internas. Mãos dadas e seguir sempre em frente. Você no meu futuro, eu no seu. Um futuro que é nosso.
Um suspiro, um arrepio, três palavras.
Eu e todas as coisas que eu imagino viver com você antes de dormir.

17 janeiro 2014

9

A carta que você nunca lerá


Alguns sentimentos simplesmente demoram a acabar. Eu forço tentando descobrir o que ele é mas acabo exausta ao perceber que todas as tentativas foram em vão. Vejo que talvez você entenda tanto quanto eu o que isso significa e temo por que você já não sente algo parecido.
Escrevo esta carta, mas desta vez sem esperanças de que um dia leia. A tempos eu prefiro não falar dos meus sentimentos por você, que aliás eu nem sei mais onde foram parar. Mas existem. Prefiro deixar que o tempo dê o seu jeitinho que sempre dá, ou que pelo menos deu em todos os meus outros casos sem solução.
Ontem ouvi de uma pessoa mais velha que o correto é lutar pelo que se quer e embora o assunto fosse outro eu lembrei imediatamente de você. Por que querer você é a única certeza que eu tenho. Ainda te quero mesmo depois de tanto tempo, de tantas reviravoltas, mesmo depois de outras pessoas. Eu sempre te quis mesmo antes de te conhecer, por que quando te vi pela primeira vez eu tive certeza de que era você, de que sempre foi você.
Sonhei com nós dois esta noite mas desta vez foi algo ruim. Você estava lá em meio a tanta gente, de mãos dadas com ela. E eu sorri. Sorri como sempre faço quando estou perto de você, mas ultimamente isso tem incomodado bastante. Meus sorrisos mudaram. O que antes era quase um orgulho de te ter ao meu lado hoje não passa de um "tá tudo bem comigo". 
Aposto que você nem demorou a esquecer das minhas palavras sem jeito sempre que eu dizia gostar de você. Me perco em pensamentos tolos. Me perco pensando se ela torce por você o tanto quanto eu. Se ela também tem um riso específico para suas piadas sem graça, pro seu jeito de menino, pras suas perguntas idiotas. Se ela também acha engraçado o jeito como você arruma o cabelo.
Tenho muita vontade de te perguntar o quanto você gosta dela. De te pedir pra sentar em um sábado a tarde naquela praça bonitinha por trás das ruas em que agente andou de mãos dadas pra depois te ouvir falar sobre o que realmente aconteceu.
A sensação de inacabado, a forma como nos despedimos, o jeito como tudo voltou ao normal como se nunca tivesse acontecido foi o meu principal motivo de te escrever, mesmo que você nunca leia. Mesmo que todas as minhas perguntas nunca sejam respondidas. 
Olha, eu só queria te dizer que quando você precisar de mim eu estarei aqui Eu sempre estive. Sempre vou estar. E com toda a consciência do mundo de que o que você fez foi um tanto quanto covarde mas eu não consigo guardar rancor de você. O que fica, são as lembranças daquelas músicas que só agente gostava.
Naquele dia, você sentou perto de mim e nós cantamos juntos o lema da sua vida e da minha também. No seu aniversário te mandei uma mensagem com o trecho mais relevante da nossa música favorita e você sorriu quando me viu, agradeceu e disse que adorou. E eu tive saudade de quando aqueles sorrisos para mim eram constantes.
Já tentei me aproximar de outras pessoas mas acabei decidindo que se continuar a buscar em todas elas as suas manias e os seus trejeitos isso nunca dará certo. Então agora eu estou sossegada, sozinha e pensativa. E mesmo que eu não conte mais os dias pra te ver, meu coração ainda pula quando isso acontece. Ainda derrete a cada olhar. Ainda esquenta quando eu te vejo tão determinado fazendo o que faz de melhor. Ainda te chama, te quer e te sente. E já não é mais a mesma coisa, não é mais tão intenso e tão louco mas continua inexplicável, uma mistura de saudade e conformidade por não ser mais sua.
Acabo esta carta sabendo que não é o suficiente mas que darei um fim a tudo junto com ela. Esta é a ultima vez que escrevo para você, a última vez que demonstrei o quanto você ainda é incrível pra mim. E o quanto é difícil sobreviver de algo inacabado. Acabo esta carta e junto dela levarei todas as suas promessas e seus abraços, levarei também meus sentimentos e espero que sinceramente você nunca à leia. Por que este é o decreto de um fim, necessário, que no fundo nunca irá existir.

04 dezembro 2013

7

Eu irei sozinha.



Eu acreditei estar errada. Não estou. Acreditei no seu carinho quando apenas eu me doava. Acreditar tem sido, inclusive, o meu principal instrumento de tortura. E aí você vem dizer que eu me faço de coitada e eu me limitei a não responder. 
Aposto que você não imagina o quanto doeu, o quanto minha garganta apertou até que a primeira lágrima rolasse e o quanto eu não consegui me controlar desde a mesma.
Eu não queria ter chorado de decepção por que você foi uma das últimas pessoas em quem eu confiei plenamente. Ainda estou surpresa em como poucas palavras vindas de você me fizeram tanto mal. 
Não era nada de mais, eu só queria ter te dado um último abraço apertado antes que você fosse. É pedir muito isso? E olha que eu ainda nem descobri o que eu sinto!
Não te ter aqui vai doer mas o pior nem foi isso. Me indigno com a maneira que você está indo quando eu sei que poderia ser diferente. Talvez ela não estivesse tão errada. Eu soube a verdade, aquela da separação que você não me contou, e eu posso até imaginar o por que. Naquele dia na praia, você perguntou-me o que eu faria se me deparasse com tal situação e eu disse, inocente, que era a única coisa que eu não perdoaria.
Só queria poder continuar a falar com você como bons amigos mas parece que alguém por aqui esqueceu de todas as quintas à beira mar cheias de conversas profundas e conselhos. Você esqueceu de quando eu saí mais cedo de casa pra passar a tarde discutindo sobre a vida, pra te ajudar. Esqueceu daquela tarde vendo um filme e de o quanto agente se fez bem mesmo estando tudo errado. Você esqueceu que eu fiz por você a coisa mais poderosa que eu tenho ao meu alcance: eu escrevi. Eu escrevi pra você e você sabe disso por que eu te mostrei. E me decepcionou mesmo assim.
Essa é uma daquelas situações em que se conformar talvez seja a única saída. 
Eu ainda irei ver o mar nas quintas, mas das próximas vezes eu irei sozinha.

06 novembro 2013

16

Não te deixaria ir


Tenha certeza: tudo o que eu te disser não vai ser dito a mais ninguém, nem daqui a um ano nem a trinta. Você é único e pessoas únicas merecem exclusividade de palavras e sentimentos. Por que é tão difícil para você enxergar a própria beleza? Eu sou capaz de citar um milhão de motivos que te fazem assim.
Lembro de todas as vezes em que você sorriu e eu pude ver. É quase como um sopro, rápido mas que trás alívio. É o sorriso mais cheio de vida que já apreciei, um sorriso que rouba a cena por onde passa.
Você me faz bem, mas não é um bem qualquer, com você é diferente. Sei que não vai embora, sei que mesmo daqui à algum tempo quando estivermos longe você ainda estará aqui. Você é de verdade e essa é uma das coisas que eu mais admiro em você.
Sinto vontade de cuidar, me preocupo e quando te vejo chorar é impossível não sentir um aperto no peito.  É complicado saber ao certo o que se passa em uma cabeça tão atribulada como a sua mas certamente eu faço o possível -e até o impossível se necessário- para compreender e te ajudar. Sinto como se fosse um dever te fazer bem assim como você me faz. 
Não, você não precisou de muito para que tanto sentimento fosse alojado dentro de mim. Bastou ver seu jeito engraçado, irmos para casa algumas vezes juntos e você sumir um pouco de vista para que eu percebesse a quantidade de carinho acumulada no meu peito. Tudo estava aqui o tempo todo, comprimido e quase não cabendo mais dentro de mim.
Houve um dia em que ambos, carentes e confusos, confundimos tudo. Erramos? Talvez, mas digo com certeza que "se foi um erro eu quero errar sempre assim". Da última vez que te vi senti vontade de que mais uma vez nos confundíssemos um pouco mas me contentaria com um abraço apertado.
Procuro entender o que me leva a escrever esse texto assim como procuro respostas para o que eu sinto. Olhando pra você me vi descobrindo uma capacidade nova nisso tudo de sentimento e tal. Descobri que sou tua amiga, sou tua irmã, mas também posso ser mais que isso se você quiser. Descobri que quando eu te disse que um dia você encontraria uma garota que iria se importar de verdade, que não te largaria e não te deixaria ir ela poderia ser eu. 
E quanto mais o tempo passa mas eu temo. Temo o que sinto mas além de tudo, temo o momento em que você for embora mesmo que eu não deixe.

20 outubro 2013

9

Eu sempre preferi as coisas difíceis


Eu poderia querer o mais fácil, o mais óbvio, o mais perto e incontestável mas eu sempre preferi as coisas difíceis, conquistadas e não dadas de bandeja por que sempre soube, bem lá no fundo de mim, que quando agente busca por algo e consegue aquilo se torna mais seu do que as coisas que sempre te pertenceram.
Por esses dias me veio essa compulsão de escrever e de não conseguir fazer mais nada por que você sempre me aparece para atrapalhar. E eu estou lendo um livro que quero terminar logo por que o final promete muito -e você não promete nada- mas simplesmente não consigo ler uma palavra sequer com certo entendimento. Quando a razão e a emoção brigam tudo se torna complicado e confuso. E aliás, essas duas palavras são as que mais tenho usado quando procuro definir o meu estado de espírito mas acho que mesmo estas não são capazes.
Não é tristeza não, afinal nada mudou muito, ainda estamos bem aqui como antes. Mas será que estamos aqui realmente? Isso me traz sérias dúvidas, daquelas que te aprisionam dentro de ti e te fazem não focar em mais nada além dos próprios pensamentos.
Eu deveria ter optado pelo caminho correto e não tão inserto mas se eu o fizesse não seria eu. E eu tenho essa síndrome compulsiva de mim mesma, já experimentei não ser tão eu mas acredite não foi algo de que me orgulho muito. Então eu fui lá e arrisquei mesmo quando os bons amigos me diziam que iria arrepender-me.
Não é arrependimento não, mas é quase. Assim como é quase tristeza mas não chega a ser triste. Na verdade é bem mais triste por mim do que por nós... O nós afinal não existe ainda, somos eu e você juntos, nós nunca. E eu queria muito perguntar-lhe o por que mas o medo também faz parte da minha essência. É quase triste ver que o que me aprisiona é justamente o que deveria me afastar.
E eu sinto que eu preciso me desligar antes que seja tarde e eu sofra, mas isso é tão difícil quanto não rir quando lembro de você. Precipitado esse sentimento não? Sim, eu sei. Mas certas coisas vão além do que cabe a mim controlar. E olhe, se as rédias da situação estivessem em minhas mãos e ao meu alcance eu já teria largado isso tudo faz tempo. 
E hoje é domingo e eu estou sozinha. Sozinha não por estar no meu quarto sem companhia mas sim no sentido mais puro que a palavra carrega. Sozinha por que mesmo estando comigo eu não me sinto perto de você, mas fazer o que, eu sempre preferi as coisas difíceis.


Eu sei que estou postando muitas crônicas ultimamente mas prometo retornar com o ritmo de postagens normal assim que essa crise existencial passar, haha! Espero que logo :)

14 outubro 2013

18

Um milhão de vezes

Você me disse que se ficássemos distantes por um bom tempo eu te esqueceria. Eu respondi que não, mas você ficou com o pé atrás. Eu já te disse um milhão de vezes o quanto gosto de você e você já me disse o dobro de vezes que gostava muito de mim e que se estava aqui era por que tinha um bom motivo. E eu cambaleio. Não por que eu não acredite, sei que me fala a verdade, mas eu também sei o quanto é frágil isso de sentir algo por alguém. 
Eu não te esqueceria. Não te esqueceria por que tenho a incrível mania de te trazer à tona em vários momentos do meu dia e aquela música que você disse que gostava bastante está na minha playlist e me lembra você. E eu nem preciso ouvir ela pra lembrar o seu sorriso ou alguma piada sem graça daquelas que você sempre faz. 
E eu sempre rio. Rio do seu jeito menino de contar como foi o dia e rio por que você me faz leve e é sempre um riso sincero, um dos melhores que já tive.
E eu lembro outra vez. Lembro de o quanto o meu coração pulou naquele primeiro beijo e de quando te abracei e senti o seu coração pulando como o meu. Lembro de cada detalhe e do jeito como você segura a minha mão, e me abraça com carinho e encosta a sua testa na minha. E naquele dia em que todo mundo comentou que eu tinha de ficar na ponta do pé pra te abraçar você ficou sem jeito e disse que gostava, e eu me lembro disso também. 
E eu choro. Choro por medo de que você se precipite e em um dia qualquer resolva me deixar. Nossas vidas cruzaram-se por um acaso, eu sei, mas já não lembro como eu era antes de você. E faz pouco tempo, e não deveria ser tão intenso e eu penso se com você também é assim e choro outra vez imaginando que não.
Eu duvido. Duvido dos meus sonhos loucos em que você é protagonista. Duvido que a vida te mude ou que eu consiga te mudar por que afinal, eu posso sim ser só mais uma como todos dizem. Quem me garante que não irá ser igual dessa vez?
Mas aí eu acredito. Acredito que só arriscando pra saber.
E eu arrisco. Arrisco uma, duas, três, um milhão de vezes se for por você. Por que do amanhã eu não sei mas hoje, eu te gosto um milhão de vezes mais a cada sorriso seu por que você me dá um milhão de motivos para que isso aconteça.

08 outubro 2013

19

Meu caro amigo


Acredito que daqui à alguns anos ainda seremos exatamente como somos hoje. Talvez mais maduros, mais complexos. Talvez com mais histórias acumuladas. Talvez os assuntos mudem, os pontos de vista, os nossos conceitos. Mas sempre, sempre mesmo discordaremos de quase tudo e entraremos em uma discussão saudável sobre quem está certo. Eu, sempre sentimental. Você, sempre cético.
Penso se daqui à um tempo ainda sentaremos em um ônibus para um passeio, ou quem sabe uma viagem, e juntos iremos admirar a paisagem -nem sempre bela, cheia de contrastes- e pensar em o quanto todo o resto precisa melhorar, e muito.
Rio por vezes lembrando de todas as nossas arrogâncias de seres-humanos que somos e da única vez em que briguei com você por que para mim, não era responsável o suficiente. E eu estava errada. E não lembro ao certo se pedi desculpas mas sei que você certamente não guarda nenhum tipo de ressentimentos.
Devo dizer que lembro de você escorado e meio sem jeito olhando pro céu sempre que vejo uma nuvem cinzenta, pesada e nublada. O sinal de um temporal que para muitos é algo ruim tira toda a sua atenção e é alvo da sua admiração constante. E assim como a nuvem você me ensinou a ser assim com a vida.
Com você aprendi que o ruim muitas vezes é necessário e que o que vem depois é incontestável basta termos um olhar mais atento sobre os problemas e ver que aprenderemos muito mais do que podemos imaginar com eles. E aí está toda a beleza da vida. E essa talvez seja a maior lição que você me deu.
 Crescemos um com o outro e acho que mesmo sem a sua admissão também te ensinei muita coisa. Sei que eu nunca vou ler todos os livros que você julga úteis e que nunca vou estudar mais matemática como pede. Eu nunca vou te convencer que poemas fazem sentido e que meu livro favorito tem uma boa razão para ser meu favorito. E agente vai seguir assim, espero que durante muitos anos mais.
E hoje eu não posso sentir mais nada além de orgulho. Orgulho de te amar e de te ter comigo. E que seja assim por muitos anos mais meu caro amigo.

14 setembro 2013

15

Talvez o meu olhar me acuse


Eu rio das suas piadas sem graça e me encanto com o seu sorriso bobo. Reparo no jeito como você me fita de longe e fico sem graça quando me encara em meio aos amigos. Olha, não vou mentir, naquele dia em que você me disse que não me via como amiga eu não quis acreditar que valeria à pena mas agora agente não dorme mais sem se falar e seu rosto cora sempre que eu chego. 
E quando eu te abracei, seu coração estava acelerado, batia tão forte que eu pensei que iria sair dali e buscar um lugar pra se esconder. E o jeito como você fala, como você ri, seus vícios de linguagem, seu cabelo bagunçado, tudo isso me carrega pra mais junto mas eu tento ponderar.
É um risco novo, alguém novo, novas escolhas. Não quero admitir que sinto o mesmo, não ainda. Prefiro ficar aqui, quietinha, na minha, só percebendo os seus sinais. Viver os nossos momentos engraçados em que nem um, nem o outro se sente idiota falando de coisas fúteis. Talvez o meu olhar me acuse, talvez lá no fundo você saiba que eu retribuo, talvez você saiba de tudo isso que eu falo agora mas eu ficarei esperando o tempo passar e você segurar a minha mão cada vez mais forte.

03 setembro 2013

4

Cuidado com as ilusões


Tenha cuidado com as ilusões, você já não é mais uma pequena criança e sua mãe não lhe acalenta antes de dormir à algum tempo. Ninguém sente pena nem mesmo quem diz lhe amar e você não pode seguir a vida achando que acreditar sempre em algo melhor vai te levar a grandes lugares.
Sonhe alto, pense grande, voe, mas não esqueça de por os pés no chão na hora exata pois um instante de atraso e o vento te leva para bem distante da razão. 
Lembre-se de que essa não é a sua primeira experiência e use todas as anteriores para se basear afinal, você descobriu que as pessoas nem são tão diferentes assim umas das outras. Quando a decepção chegar não deixe se abater por isso e siga em frente, caminhando e de cabeça erguida.
Tente lembrar que da última vez você também pensou que não fosse conseguir e aí está você de novo, pronta pra mais uma jornada, mais desencontros repentinos, mais suspiros de anseio e olhar brilhante. Conte quantas vezes você agiu como se fosse a primeira e note que seus dedos nem são mais o suficiente para tal tarefa. 
Sonhe com o dia em que será realmente a última vez mas mesmo quando pensar ter certeza de que já é a hora não esqueça de tomar cuidado com as ilusões mocinha, profundas e enganosas feito o mar.

31 agosto 2013

13

Você nunca perde por amar



Hoje pela manhã peguei uma caneta e rabisquei, ali na mão mesmo, uma frase que parece traduzir meu sentimento pelo mundo, pelas pessoas, pelas coisas. "You never lose by loving" ou "Você nunca perde por amar".
Fiquei ali sentada, meio desajeitada e pensando no que aquilo significava pra mim. Gosto de pensar no que está embutido, escondido nas entrelinhas das palavras. Penso que cada uma delas diz muito sobre você, sobre seu íntimo.
Notei as linhas da vida da minha mão esquerda e desleixada e pensei em como tudo mudou em tão pouco tempo. Minha vida anda mais corrida mas ao mesmo tempo aprendi a estacionar quando tudo parece ir rápido de mais. Percebi o quão feliz eu fui nos últimos anos, quanta história eu tenho pra contar e quantos sorrisos eu dei durante o percurso.
Notei também que já era quase hora do almoço e que eu precisava levantar dali. Voltei com as atividades do meu dia cheio mas não deixei que os pensamentos escapassem.
Hoje pela manhã peguei uma caneta e rabisquei, ali na mão mesmo, uma frase que não só parecia traduzir meus sentimentos pelo mundo, pelas pessoas e pelas coisas mas também fazia com que eu me sentisse livre em saber que o amor, esse sim, é a própria vida e que as perdas são apenas um aviso de que talvez você precise amar um pouco mais.
Afinal, você nunca perde por amar. 



Feliz dia do Blogueiro pra todos os meus leitores que também possuem os seus blogs, escrevendo sempre com muito amor.

25 agosto 2013

13

Não fuja de mim


Eu preciso é de alguém que se importe. Se importe comigo e me pergunte como foi a tarde, e que me ouça quando eu contar minhas histórias malucas de antigos verões. Eu sou chata, eu sei. Mas dou um significado enorme as pessoas à minha volta e será que é pedir de mais querer que elas retribuam tudo isso?
Não sei ao certo o que esperar, vou ser indecisa e as vezes isso será inconveniente. Mas eu peço, se gosta mesmo de mim, não fuja. Eu preciso de alguém que ao invés de incomodar-se com as minhas incertezas me mostre o caminho mais favorável em meio a minha constante indecisão.
Ser diferente de mim não é um problema, acredito firmemente que as diferenças nos tornam melhores. Gosto disso mas por favor amigo, não fuja quando conhecer os meus defeitos, que aliás, são muitos. 
Eu juro que tento ser melhor, juro que tento concertar e que vou fazer de tudo para que dê certo no fim das contas mas fica cada vez mais difícil com tantos finais felizes frustrados. E se você aparecesse bem aqui agora e me mostrasse uma esperança de um final diferente? Não, você não precisa ser príncipe, pode vir assim, de sapo mesmo. Eu gostei de você cheio de complicações e sem olhos azuis e cabelo reluzente.
Não me decepcione meu caro, eu já fui machucada o suficiente. E se me perguntasse se aguentaria mais uma vez eu diria que sim por que também sei ser forte mas, bem lá no fundo, eu me sentiria muito mal por que eu espero que seja diferente com você. Por favor, não fuja de mim.

25 julho 2013

13

A menina que virou lenda.

Era menina de riso sincero, riso fácil, riso espontâneo. Ninguém entendia por que mas há quem diga que via cores em um mundo preto e branco.
Vivia de sonhos, de música e de livros mas era única e sozinha, solitária. Então, inventava suas próprias companhias.
Outrora via gente alegre como ela, gente que tinha tempo de ser feliz, "Quem já se viu alguém que é feliz! Ser feliz é perca de tempo menina!" diziam os mais velhos, mas ela continuara a ver e de tanto procurar e não encontrar pessoas felizes na vida real acabara decidindo imaginar borboletas, estas sim além de felizes eram livres. Ou talvez fossem felizes por ser livres. Ela sabia: liberdade era um bem precioso.
"A felicidade já existira", ela havia ouvido de sua avó quando ainda era pequenina, então pensara: por que não é mais possível? Por que não tentar retomar?
A chamaram de louca e por vezes deixaram de falar com ela. As crianças tinha medo. 
Aos poucos ela, por acreditar na tal felicidade, virou uma lenda para fazer os filhos das mães impacientes tomarem o xarope.


Lembrem-se: Toda quinta tem crônica aqui no blog! Mandem imagens interessantes pela página do blog no Facebook e eu vou selecionar as melhores para servirem de inspiração.

11 julho 2013

12

As Inquietudes de Helena + Selinho

As Inquietudes de Helena

Helena não sabia ao certo o que pensar de toda a situação. Na verdade, ela preferia não pensar muito sobre isso por que sempre que pensava tudo acabava com ela ali, deitada em sua cama, no escuro, aos prantos. Demorou um pouco até que ela reconhecesse que por mais que estivesse certa sempre estaria errada.
Sentia-se, por muitas vezes, sozinha embora estivesse sempre no meio da multidão que se formava em sua casa logo cedo. Multidão aliás que não lhe agradava nem um pouco. Eram vizinhos e amigos da família que vinham para tomar café da manhã mas que sempre acabavam dando palpites na vida de Helena. Ela odiava. Sabia muito bem onde tudo aquilo ia parar... Falariam que ela precisava sair mais de casa, fazer amigos e ser menos antipática com a vida que sorria para ela.
Helena guardava uma inquietude carregada da vontade de um dia encontrar alguém que fosse como ela, que lhe entendesse e soubesse do que ela falava ou o que sentia. A menina passava os intervalos escolares na biblioteca lendo livros de história. Gostava de imaginar como seria a vida de todas aquelas pessoas dos livros ao mesmo tempo que perguntava-se se algum dia ela estaria ali em meio a todas aquelas páginas.
E foi ali, rodeada de pensamentos distantes, que ela o viu pela primeira vez. Era um tanto quanto desajeitado o garoto, carregava em uma das mãos uma pilha de livros e um dicionário enquanto a outra tentava aquetar impacientemente uma mexa teimosa de seus cabelos.
Helena queria saber de onde vinha, o que fazia e por que ele lhe chamara a atenção tão de repente. Eles nem se quer haviam se visto alguma outra vez mas ela sentiu que talvez, aquele garoto franzino de expressão alegre fosse o que ela tanto esperava.


Seguinte pessoas, percebi que uma das marcações mais procuradas aqui no blog é a "Crônicas", que são textos que eu mesma escrevo e compartilho com vocês. Decidi então que agora toda QUINTA-FEIRA vai ter crônica por aqui... Assim eu exercito bastante a minha escrita e vocês leem bastante também, haha. O mais legal é que vocês é que irão me ajudar a construir as crônicas. Não entenderam? É assim: Vou receber de vocês imagens (desde já peço que sejam com uma boa resolução e bem criativas) e a partir delas vou construindo a crônica. Gostaram? Então me mandem as imagens através do grupo do Facebook, vou ficar acompanhando todas as que me mandarem ok?! Agora vamos à segunda parte do post de hoje...

Selinho


Ganhei esse selinho de três pessoas lindas ^^  A Verônica do Mulheres de Salto, a Joana do Vivendo como deve ser e por fim a Letícia do Doce bailarina! Em primeiro lugar, muito obrigado meninas eu amei o selinho... Agora vamos ao que interessa:

As Regras:
  • •Agradecer a pessoa que te deu o selinho e colocar o link dela
  • •Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores
  • •Avisar os blogs que você indicar
  • •Escrever 7 coisas que você gosta.

Meus indicados são:
  
Gente é o seguinte: Não consegui completar os 15 blogs... A maioria das meninas com quem tenho contato por aqui tem mais de 200 seguidores! ='( 
Mas aí vão dez, e os dez são com um carinho enorme! E quem acompanha o blog e se encaixa na preferência do selinho sinta-se à vontade para usá-lo.

Sete coisas que eu gosto:
01. Ler
02. Escrever
03. Blogar
04. Dormir
05. Comer
06. Viajar
07. Comprar

Por hoje é só e espero que tenham gostado! Beijinhos.



24 junho 2013

4

É quando não dá certo


É quando não dá certo que vem o aperto no peito, uma angústia que te isola do resto e te deixa sozinha.
É quando não dá certo que o "se" aparece e te deixa confusa pensando em como seria tudo se... 
É quando não dá certo que bate a carência, as noites são chuvosas e você deseja um abraço.
É quando não dá certo que as pessoas perguntam na rua, depois de não te verem à tempos, como anda o coração.
É quando não dá certo que você tenta fugir mais todos os atalhos da vida te levam ao encontro do outro.
É quando não dá certo que o corpo congela, a adrenalina explode e você insiste em acreditar que ainda pode dar certo um dia.

22 maio 2013

8

Eu me apaixonei outra vez


Não sei bem qual foi o ponto inicial, apenas lembro de passar por você e sentir todos os músculos tremerem junto ao arrepio na espinha. Quando eu fui perceber, já era tarde e tudo o que eu menos queria aconteceu. Eu me apaixonei outra vez.
Junto à paixão trago aquela velha esperança mas não posso esquecer de deixar sempre um dos meus pés atrás como apoio para amenizar uma provável queda. Todo o meu corpo clama pelo otimismo mas meu senso de sobrevivência me diz para ter um pouco mais de calma desta vez. 
Me resta agora o medo de persistir nos mesmos erros mas um bom amigo me diria agora que "você não vai saber se não tentar". Eu ainda travo, mas é quando você passa e me arrasta num sorriso bobo e encontro de olhares que meu mundo desaba outra vez. 
Tive a sensação de te ver, mas não era você, ontem eu dormi imaginando o quanto poderíamos ser felizes juntos, hoje eu escutei música romântica no volume máximo dos meus fones e semana que vem agente vai se encontrar pra conversar. Conversar assim, olho no olho.
Me perco em todos os "serás" possíveis e penso um pouco sobre como seria se você não fosse tudo o que espero. Amanhã vou te ver de novo, e é assim todos os dias. E nem precisa ser gênio pra adivinhar: vou dormir pensando no seu abraço quente e aconchegante outra vez.
É coração, você venceu. Eu me apaixonei outra vez.

16 maio 2013

1

Deve ser medo de estragar

Essa distância é o que me mata. Te vejo passando, te vejo sorrindo e acabo sorrindo sempre junto a você. Seu jeitinho bobo, meigo e sempre simpático me dá mais vontade de sair da cama na segunda de manhã. Agente se fala mais agente não se conhece, mais acho que basta uma chance para se confirmar o quão belo você é. 
Parece coisa de filme, de novela, conto de fada, coisa de criança. Poderia ser até mais um roteirinho bobo de filmes da Disney mas não, é vida real. E eu só sei disso por que ontem quando você passou por mim e falou meu nome além de quase congelar eu te senti. A sua presença é quente. É forte.
Hoje te vi de novo e você sorriu pra mim. Aquele sorriso de criança quando fez alguma má criação e eu amei esse sorriso. Hoje, agente se falou de novo como toda noite. 
Na frente do computador somos amigos, somos mais que isso até, mas pessoalmente agente ainda trava um com o outro. Talvez por medo de nada ser como se esperava ou talvez por que mesmo na distância já está tudo tão bom. Deve ser medo de estragar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...