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01 março 2015

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Desaparecido para sempre - Harlan Coben (Resenha)

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Título: Desaparecido Para Sempre
Autor: Harlan Coben
Gênero: Romance policial
Editora: Arqueiro
Sinopse: No leito de morte, a mãe de Will Klein lhe faz uma revelação: seu irmão desaparecido a 11 anos e acusado do assassinato de sua vizinha Julie Miller, estaria vivo.
Embora a polícia o considere um fugitivo, a família sempre acreditou em sua inocência. Ainda aturdido por essa descoberta e tentando entender o que realmente aconteceu com seu irmão, Will se depara com outro mistério: Sheila, seu grande amor, some de repente, e o FBI suspeita do envolvimento dela no assassinato de dois homens. Apesar de estarem juntos há quase um ano, Sheila nunca revelou muito sobre seu passado.

Minha opinião:

Uma primeira coisa sobre os livros de Harlan Coben: você sempre vai ser surpreendido. Com Desaparecido para sempre não é diferente. É o tipo de enredo que mesmo que você imagine todas as possibilidades, nunca estará correto.
De certa forma isso é o que faz você querer tanto acabar a leitura sem largar. O livro não é cansativo e é bastante exitante, não te deixa respirar por nenhum segundo até a última página.

"Mas acontece que os clichês são quase sempre verdadeiros"


Uma das coisas mais positivas no livro é o fato de abordar várias coisas. Isso abre espaço para que muita gente, independente do estilo de leitura favorito, acabe gostando de ler. Apesar disso, Desaparecido para sempre trata de como as relações afetivas (seja de familiares, amigos ou companheiros) podem ser enganosas. Nós sempre podemos nos surpreender. Nada é o que parece.

"Fique sabendo disso: os seres humanos são todos uns canalhas"

"Foi quando decidi que tinha de enfrentar a dor. A dor imobiliza. A raiva, não."

Os personagens são envolventes, nós sentimos juntos à Will todas as suas angústias. Os personagens secundários de Desaparecido para sempre também são ótimos, todos bem elaborados e com suas próprias tramas dentro do livro o que faz com que tudo pareça ainda mais real.

Se você procura por um livro curto, envolvente e impactante, Desaparecido para sempre é uma ótima escolha!


Nota: ♥♥♥♥-

22 junho 2014

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Resenha: Cidades de Papel - John Green

Nem preciso falar que passei um tempão sem postar né? Tava quase morrendo de saudade do blog, haha.
Fiquei sem internet por uns dias mas aqui estou eu com febre e de nariz vermelho -peguei uma gripe daquelas- pra fazer uma resenha de mais um livro do John Green!

Título: Cidades de papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance, Drama
Sinopse: O adolescente Quentin tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distância da imagem da garota que ele pensava conhecer.


Quando peguei cidades de papel na prateleira das lojas americanas devo confessar que não estava tão empolgada assim. Eu estava morrendo de saudade da escrita levinha do John Green mas queria muito ler Quem é você Alasca? ou Will & Will, mas como não encontrei acabei levando esse mesmo.

De início devo dizer que um ótimo motivo para ler esse livro é a forma descontraída como tudo é descrito nele. Logo de cara me apaixonei pela forma como os personagens secundários tiveram uma importância enorme do começo ao fim... Acho que quando isso acontece tudo acaba parecendo mais "real" por que a gente sabe que na vida tudo depende de outras pessoas e não só de você né?

As discussões internas do Q durante todo o livro foram essenciais pra criar aquele elo personagem-leitor que é tão gostoso. Uma característica muito forte em Q para que isso ocorresse é o fato de que ele não é corajoso, heroico e nem tem nada de mais... Ele é apenas um menino que assim como todo mundo tem medos, dúvidas e vontade de desistir as vezes.

"Penso que talvez eu tenha passado a maior parte da minha vida com medo como forma de me preparar, treinar o corpo para o medo de verdade quando ele chegasse. Mas não estou preparado."

Depois da introdução do livro, quando passamos a entender quem é Quentin e Margo e saber da ligação que existe entre eles começa a loucura toda do livro. Margo some e aí, junto com Q, você fica tentando saber onde a guria se meteu e o por que.

"Não sei quem ela é, ou quem era, mas preciso encontrá-la"

Porém, o mais importante do livro não é exatamente o grande momento, não é onde é revelado o paradeiro de Margo. Toda a magia se encontra na incessante procura de Q e seus amigos por ela.Você vai descobrindo com a leitura o sentindo daquela frase que diz que o importante é a escalada.

Em meio ao percurso Q tem vários pensamentos que nos fazem refletir junto com ele.

"Eu só ouvia, deixando toda a felicidade e toda a tristeza daquele redemoinho de términos me dominarem, cada sentimento fazendo o outro ficar mais forte. Por um longo tempo, foi como se meu peito estivesse se abrindo, mas era não exatamente desagradável."

Este livro, acima de tudo, é sobre como nós não conhecemos uns aos outros e sobre como cada pessoa tem uma impressão diferente de um único alguém e que essa impressão é a verdadeira pra ela. É sobre como nós mesmos não nos conhecemos.

"Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota."

Agora passando para o lado pessoal da coisa, eu senti uma identificação do começo ao fim do livro, um pedacinho de cada personagem parecia muito com um pedacinho de mim. Desde Q até Radar -que apesar de secundário ganhou meu coração .
Sobre Margo, tive picos imensos de raiva dela mas no fim acabei chegando a conclusão de que somos muito parecidas, o que foi bastante estranho, haha.

"Até então eu não havia chorado por Margo, mas enfim chorei, golpeando o chão e gritando porque não havia ninguém para me ouvir: eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sinto saudades dela"




E vocês, já leram cidades de papel? Se sim, o que acharam?



06 outubro 2013

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Resenha: A cidade do Sol

Título: A cidade do Sol
Autor: Khaled Hosseini 
Número de páginas: 368
Editora: Nova Fronteira
Gênero: Romance


Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

"Aprenda isso de uma vez por todas, filha: assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher a sua frente. Sempre."


Desde que li o primeiro livro do autor (O caçador de pipas) alimentei a enorme vontade de ler A cidade do sol. Devo dizer que mesmo já esperando muito do livro ele conseguiu me surpreender absurdamente logo nas primeiras páginas quando o autor descreve um Afeganistão que nenhum de nós conhecíamos através dos olhos de Mariam. Devo dizer também que Mariam é uma das personagens que ficarão marcadas em mim pelo resto da vida talvez por que foge da nossa realidade e consciência que alguém possa viver em uma situação como à dela ou por que a forma como ela é forte durante toda a história nos faz ter admiração. Acredito que Mariam e Laila transparecem a realidade de muitas mulheres que sobrevivem ali durante tanto tempo de uma forma brutal. O autor as construiu de uma forma tão bonita que nos transporta para uma realidade que é totalmente distante e diferente da nossa mas que existe e está bem aqui, viva.

"A professora não usava maquiagem nem qualquer jóia. Não cobria a cabeça e proibia as alunas de fazerem isso."

"Nunca deixaria sua marca no coração de mammy, como seus irmãos tinham deixado, porque aquele coração era uma espécie de praia desbotada, onde as pegadas da menina seriam sempre apagadas pelas ondas de tristeza que se erguiam e quebravam, se erguiam e se quebravam."

Outro ponto importante na leitura desse livro é a quantidade de informações. Demorei a terminar de lê-lo por que entender os fatos históricos que estão intimamente ligados ao enredo e a trama da vida de Mariam e Laila é essencial. Você termina de ler e sem perceber acabou de sair de uma aula de história, mas uma aula de história que não torna nada chato. 
Além de entender a guerra meus olhos brilharam ao conhecer o outro lado da moeda do Afeganistão. Deixe-me explicar melhor: Esse país possui uma cultura rica e bela, seus costumes, sua música, seus poetas e ninguém, absolutamente ninguém fala sobre isso. Quando você fala sobre o Afeganistão a primeira coisa que vem a cabeça são mulheres de burca e bombas explodindo por toda à parte mas a verdade é que por trás de tudo isso existe um povo que talvez tivesse muito á contribuir se não fosse tão abalado, A cidade do Sol faz com que você perceba tudo isso.
E para não dizer que não falei das flores, além de tudo isso tem o romance entre Laila e Tariq, personagem que entrou pra minha lista de maridos literários que só cresce.

"O coração de um homem é uma coisa muito, muito perversa, Mariam. Não é como o útero de uma mãe. Ele não sangra, não se estica todo para recebê-la. Sou a única pessoa que a ama. Sou tudo o que você tem no mundo, Mariam, e, quando eu tiver ido embora, não terá mais nada."

"Só há uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas. A capacidade de suportar."





21 julho 2013

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Os mais esperados de 2013


































Tem coisa mais gostosa do que ler um bom livro daqueles que te prendem e te fazem querer ficar ali para sempre? Pois é gente, quem é amante da leitura assim como eu sabe que essa é uma das sensações mais gostosas da vida de alguém. Ultimamente eu ando sem ler muitos livros por que falta-me tempo. Estou de férias mas acabei fazendo muito mais coisa do que eu realmente planejava.
Uma das minhas metas anuais corresponde a leitura pois eu tenho uma opinião muito bem formada de que quanto mais eu leio mais eu cresço (psicologicamente e culturalmente falando).
Retardei o meu ritmo de leitura devido aos muitos afazeres e isso vem me deixando bastante magoada e com um peso enorme na consciência mas como eu sei que eu terei de ter paciência até que minha agenda fique menos lotada decidi compartilhar com vocês os livros que eu pretendo comprar ainda esse ano.

01. Quem é você, Alasca? -John Green
Eu havia botado esse livro da minha Whishlist de Julho mas como nem tudo é perfeito o mês tá acabando e nada do livro. Acho que vou acabar não comprando ele esse mês. 
Sou louca pelo livro "A culpa é das estrelas" do mesmo autor e tenho a maior vontade de ler outra obra dele que também é bastante conhecida.
(Aceito presentes, haha)




02. Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é. -Tati Bernardi
Quem acompanha o blog sabe que eu tenho uma paixão pelas crônicas da Tati, eu vivo postando algumas por aqui. É inspirador e insano o jeito como ela expressa as maiores loucuras da cabeça de uma mulher.
O que mais me frusta é nunca ter lido um livro de uma das autoras mais incríveis que já encontrei por aí. Incisiva os livros dela fazem qualquer um esperar muito da leitura.
Acho que o título do livro já demonstra bastante as grandes confusões que podemos nos deparar no decorrer do mesmo. Morro de vontade de tê-lo.


03. A descoberta do mundo. -Clarice Lispector
A Clarice, na minha opinião, é a escritora mais genial que já existiu. As obras dela são lindas. 
Esse livro é a reunião de vários artigos da autora que foram publicanos em anos de jornalismo. É ver a obra prima das transições de fase de alguém brilhante como ela assim, reunida em um único lugar.





É claro que esses não são os únicos livros que eu pretendo ler durante o ano mas esses são os que eu tenho mais expectativa. Acho que por estar com essa vontade de lê-los já a algum tempo talvez.

Vocês já leram alguns desses livros? Gostariam de ler? Quais livros vocês estão planejando ler durante o ano?

26 março 2013

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Paulo Coelho, dando asas aos nossos sonhos


Hoje resolvi inaugurar uma TAG nova que vou chamar de "Autores" ! Aqui vou falar de autores que leio constantemente sendo eles brasileiros ou não. Resolvi começar com Paulo Coelho que ao meu ver é um dos autores brasileiros mais bem sucedidos mundialmente.

"Quando se ama não temos necessidade nenhuma de entender o que acontece, por que tudo passa a acontecer dentro de nós."

O que chama mais atenção nos livros do autor é na capacidade que ele nos dá de nos sentirmos profundos. Li e reli diversas vezes "O Alquimista" que é considerada pela crítica a sua principal obra e a cada nova leitura do mesmo livro descubro coisas novas sobre a vida e sobre eu mesma que antes passavam despercebidas. É essa a magia do autor. Ele nos mostra coisas simples mas que todos nós temos dificuldade em vê-las. Nos dar asas, asas para que possamos voar mais longe com os nossos sonhos.

"Raramente nos damos conta de que estamos cercados pelo extraordinário."

Assim também é com o livro "Nas Margens do Rio Pietra eu Sentei e Chorei", que foi o último que li. 

Basicamente, recomendo que quem gosta de uma boa leitura vá de encontro às obras do autor, pois só lendo mesmo pra entender o por que de Paulo Coelho ser tão aclamado por todos.

"Não importa o que faça, cada pessoa na Terra está sempre representando o papel principal na história do mundo"

( Agora preciso da opinião de vocês sobre a TAG, digam o que acharam, deem sugestões de autores e me ajudem a melhorar cada vez mais! A sua participação é muito valiosa!)

25 janeiro 2013

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A culpa é do John Green!



Hoje meu post é pra falar de um dos autores mais incríveis dessa nova geração de escritores que vem surgindo por aí! Em algumas de minhas andanças atrás de novidades para ler, encontrei uma lista com os 10 livros que você tem que ler antes dos 18, me interessei na hora! Grande parte dos livros da lista eu já conhecia e lembro de ter amado todos eles. Então, resolvi que eu PRECISAVA ler os poucos que faltavam para que eu completasse a lista... Logo um dos títulos me chamou a atenção por ser bem sugestivo, A culpa é das estrelas de John Green, foi o escolhido por mim. 
Comprei pela internet o livro, junto com um outro da área de Petróleo e gás (pra quem não sabe eu faço o curso técnico a dois anos, I'm Nerd), e alguns dias depois quando as encomendas chegaram eu simplesmente me apaixonei pelo resto da vida pelo livro.
É o tipo de livro leve, lindo, sugestivo, ousado e que vai te fazer sentir um mar de emoções diferentes no decorrer da história!


Trata-se da história de Hazel e Augustos, jovens que passam por uma longa história com o câncer e nos deixam lições para uma vida inteira! Embora pareça, não é o tipo de romance/drama feijão com arroz que agente vê o tempo todo por aí, é surpreendente como John consegue trazer uma história tão inovadora à tona da forma mais simples possível. Qualquer pessoa, mesmo aquelas que não são lá muito fãs de histórias melosas vão gostar da experiência que o livro traz. 

"Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais" Markus Zusak, autor de A menina que roubava livros.


"Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia." The New York Times


Pra quem interessou-se pelo livro, vale a pena dar uma conferida no site oficial do livro no Brasil.
Agora minha próxima aposta é para um outro livro do autor: "Quem é você, Alasca?"
Vamos ver!

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